Perspectiva da Educação Inclusiva e Psicomotricidade Relacional

8 de novembro de 2016

A Psicomotricidade Relacional é uma “práxis” preventiva e terapêutica que enfatiza a motricidade humana e mantém uma relação reciproca com o psiquismo. Prioriza, a linguagem analógica, a comunicação tônica, o brincar espontâneo, o movimento e o jogo simbólico, dentro de um contexto grupal, para que o sujeito possa contar de si pelo viés do discurso corporal, contatar com seu desejo, elaborar conflitos e desenvolver-se na busca de um viver melhor e mais saudável

Por priorizar a linguagem corporal, a Psicomotricidade Relacional assume um lugar preponderante na educação inclusiva ao proporcionar à criança e ao adolescente um espaço de legitimação de direitos para que possam expressar, com liberdade, seus sentimentos e, a seu modo, desenvolver-se respeitando seu ritmo, ampliando limites, conquistando espaço e construindo relações. Nessa perspectiva a criança ou adolescente é aceito com suas dificuldades, mas, principalmente com suas potencialidades e sua capacidade de comunicar-se com o outro.

Na escola a Psicomotricidade Relacional configura-se como uma prática educacional, como afirma Llinares “é também uma forma de entender que a educação, é uma pedagogia ativa que enfoca globalmente a criança e seus problemas correspondentes às diferentes etapas de seu desenvolvimento”. De fato a escola é um lugar de encontro, de vivências, de ações, de socialização e aprendizagens, que busca formas adequadas de atendimento às necessidades individuais do aluno.

A Psicomotricidade Relacional na escola respeita a evolução filogenética da criança, além de promover o seu desenvolvimento maturacional em seus aspectos motor, afetivo, relacional e social. Essa proposta possibilita um espaço de expressão da subjetividade que a criança, em sua singularidade precisa encontrar.

Parte-se do princípio que uma criança com necessidades educativas especiais, é antes de tudo, uma criança com suas dificuldades e limitações, mas também com seu potencial de aprendizagem. Essa criança, como todas as outras, necessita estar em um grupo, sentir-se incluída, pertencer e interagir numa relação ampla complexa, e íntima consigo, com os outros, com o tempo, com o espaço, com os objetos e com a vida.

Nesse contexto, a possibilidade de estabelecer relações com as pessoas em suas diversidades, dentro de uma comunicação autêntica, atende à pluralidade de demandas, independente da condição física, comprometimento mental, sensorial, emocional, social, cognitivo, além de incluir a criança ou adolescente com altas habilidades. Ou seja, a vivência grupal no “setting” Psicomotricidade Relacional desenvolve na pessoa a capacidade de comunicar-se de forma mais autêntica, aceitando e reconhecendo a si e ao outro.

Dito em resumo a Psicomotricidade Relacional dentro de suas concepções investe na inclusão demarcando, ao longo do tempo, a sua eficácia como uma ferramenta que, pela via do jogo simbólico e da comunicação corporal, facilita e concretiza as perspectiva de uma educação inclusiva.

 

deixe um comentario
PHD Educacional – Escola Terra FirmeVI Fórum de Mediadores e Cultura de Paz – Ceará

Deixe um comentario

O seu endereço de e-mail não será publicado.