Psicomotricidade Relacional, ação de cidadania e transformação social

15 de Janeiro de 2018

Texto: Ana Maria Ferrarini

O conteúdo do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira contempla dispositivos que se harmonizam com as linhas e objetivos da Psicomotricidade Relacional. Entre elas estão ações transformadoras e transdisciplinares, valorização do conhecimento, respeito e responsabilidade do adulto pelo aprimoramento da criança e do adolescente.

E neste cenário a Psicomotricidade Relacional se apresenta como uma ferramenta transformadora, por ser uma metodologia que capacita o profissional a caminhar com o aluno numa perspectiva relacional. Para o diretor do CIAR de Curitiba, José Leopoldo Vieira, o método também permite um olhar que vê além dos comportamentos observáveis, com sentimento, com emoção que assegura à criança e ao adolescente, um espaço libre par construir e a se conhecer a si e ao outro.

“Assim, pode-se diferenciar do outro e afirmar sua identidade, reconhecendo-se capaz de usar seus recursos pessoais para atuar de acordo com suas possibilidades e limitações de uma forma mais construtiva  e se encantar com a escola ”, coloca José Leopoldo.

José Leopoldo assegura que a Psicomotricidade Relacional traz em sua proposta a ousadia de responsabilizar, além da família, também a escola e a sociedade pela construção saudável da personalidade da criança e do jovem. Um aspecto real de seu poder de transformação social.

Na escola, a finalidade da Psicomotricidade Relacional é especialmente preventiva. Atende uma perspectiva pedagógica. “Este viés potencializa o desenvolvimento emocional, a socialização e o desenvolvimento cognitivo global”, assinala. O objetivo final é de auxiliar a criança, o adolescente e o professor a viver com o outro e se realizar pessoal e socialmente.

O psicomotricista relacional tem papel relevante neste contexto, porque é ele que cria e promove um relacionamento saudável entre as pessoas da escola, canais de comunicação de troca, de criação. “Com esta atitude, pode difundir a saúde emocional, ao atingir pais, alunos, professores, funcionários e comunidade, de modo a ajuda-los a exercer sua autonomia diante da transformação pessoal em prol do exercício da cidade”, expõe José Leopoldo.

Por fim, a ​ Psicomotricidade Relacional na escola se compromete a auxiliar o professor e o aluno na construção de valores necessários às conquistas cotidianas, pautando o seu trabalho na transformação social, canalizando ações, efetivando seus sonhos, seus direitos, para que posam investir em uma ação social mais saudável.

Curitiba foi a primeira a ter uma lei municipal autorizando o poder público a instituir na rede pública municipal de ensino atividades de psicomotricidade relacional (Lei nº 12.206, de 2007).

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